segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Carta para minha mãe


Carta a minha mãe

“Foi preciso um percurso longo para entender que você é uma mulher como eu, com sentimentos e dores ocultas em seu ventre, com pedaços de histórias desencontradas presas na parede das válvulas de seu coração, e solitária, solitária em seus respiros longos de  sonhos não realizados e de saudade de coisas que nunca fez, mas que, em sua alma, como aos 15 anos, ainda sobrevive o desejo de fazer.
Seu corpo me comove.  Sua pele lisa, macia, frágil exposta às mãos de outros, na dependência dos menores gestos, das menores necessidades de alimento e de excrescências.
De repente eu te vi como não pudera ver até então, ensimesmada em meus próprios e tolos questionamentos. E me vi também. Me surpreendi com a capacidade que eu não sabia possuir de me dedicar a você em sua despedida arrastada da vida, marcada pelos sulcos da dor, lutando bravamente por mais um ano de existência, um mês, uma semana, um dia. E entendi que a vida se passa mesmo um atmo, e que temos pouco tempo para ver tantas coisas lindas, tantas flores amarelas, brancas e roxas nos ipês que circundam nosso caminho, para sentar e ouvir o outro de coração sincero – o filho, o amigo, a criança, o estranho que puxa conversa; para fazer um chocolate quente com canela nas noites de frio e sorver cada gole e ouvir o prazer que isso pode nos dar; para ler tantos livros que clamam por serem abertos, solitários e sizudos na estante da sala; para beijar e abraçar as pessoas que amamos e que talvez nos amem; de  telefonar para os amigos distantes só para dizer que estava com saudade... de rabiscar um desenho não sendo artista, de cantar sem ser cantora, dançar um bolero com sapatos de bailarina de tango e saia rodada; de ousar uma nova cor de batom; de escrever os poemas que dormem em nosso misterioso interior; de contar a verdade para o analista; de convidar os irmãos para almoçar no domingo; de dizer aos filhos que eles devem ser, mais que doutores, felizes; de sentar no sofá só para rever as fotografias; de acreditar mais nas pessoas. Pouco tempo. Como medir o tempo?.
Mãe, em sua fala arrastada e quase incompreensível, você tem me mostrado que é difícil demais se despedir deste mundo, como se tivéssemos sempre coisas a fazer, como se tivéssemos medo da própria ausência neste pedaço de espaço da casa e do coração das pessoas.
Seu olhar vagueia por mundos insondáveis, mergulhada em  pensamentos secretos  como se bordasse uma tela e não pudesse  se distrair para não deixar nenhum pontinho torto no traçado de uma Santa Ceia ou de um lindo girassol. Agora não pode mais falar., mas sei que está lembrando... O que você está lembrando mãe?
Quando você dorme, sua respiração quase para e fico ao seu lado esperando um movimento de seu diafragma, e só então fico tranqüila. Mas sei que você está prestes a ir embora. Quanto tempo? Um mês, semanas, dias?
Não quero ficar sem você. Quando chego bem perto, você consegue passar a mão em meu rosto e, Deus do céu, que benção, que contato mais doce. Como eu pude não perceber isso antes, em minha juventude? Por que nos afastamos embora estivéssemos tão perto? Fui eu? Foi você? Foi minha arrogância, a cegueira e a prepotência da juventude? Agora sou sua mãe. Mamãe!, mamãe,... você me chama quando consegue falar ou balbuciar, e seus olhos se iluminam quando me vê. Que luz!
Me dói saber que você sabe estar perto do fim, que percebe os vultos da morte espreitando nos cantos do quarto e nos olhares que te rodeiam.
Mas tenho certeza: sei que você sente meu amor, na hora do banho, na cama, quando lavo seus cabelos e me agradece com os olhos, quando passo creme em seu corpo, faço seus curativos, visto sua camisola cheirosa, macia, de cambraia bem fininha para não ferir sua pele e ajeito os travesseiros em volta de seu corpo.
Parece que quer me falar, mas o quê?  Acho que quer falar do que aconteceu entre uma ponta e outra de sua existência nesse planeta. Acho que sou eu que quero falar para mim mesma sobre a morte, essa morte que já começa a me incomodar, assistindo todos os dias suas mortes diárias, me dizendo que todos nós também morremos a cada dia.
É assim. Lutamos contra a morte, mas ela tem olhos precisos, nos defendemos, mas todos os dias corremos o risco de encontrá-la: acidental, natural, premeditada, provocada, assassinada.
O que faremos hoje para não morrer, ou para esquecer que ela não tem sossego, para não pensar nesse destino cruel a que somos submetidos sem saber nem por quem. Ela passa por nós, caminha pelas ruas, espreita pelas janelas atrás de vidraças, sobe escadas, obstinada, pois tem de cumprir seu papel de cerrar a cortina do último ato – e cumpre, como um oficial de justiça entregando uma intimação.: “ Não está em casa? Volto mais tarde”.
E o que procuramos para suportar essa verdade, o peso, o medo, a incerteza do dia final? Renascer, rezar, terapia, massagens, viagens, plásticas, dietas, compras, festas, fotografias.. Vamos nos distrair, rir, contar piadas, jogar baralho, comprar roupas novas, pintar os cabelos, as unhas, carro novo, preencher os buracos... quanta coisa podemos fazer até a morte chegar, nos desviar dos agentes silenciosos, os capangas da morte, que vêm atirar a rede: tumores, colesterol, açúcar no sangue, de mais ou de menos, artérias entupidas, coágulos no cérebro e outros inimigos, que podemos ser nós mesmos.

O que você está lembrando, mãe? As imagens vão e voltam para você, eu sei, passam na parede do quarto como slides desfocados. Como eu queria ouvir de novo todas as histórias que você me contava, ao longo da vida, de sua infância e juventude... Nessas horas, ficávamos ligadas e eu imaginando os cenários, as pessoas, as roupas. Por que não aproveitei melhor aqueles momentos, por que não me agarrava a você num abraço apertado?”

Palavras para um filho

PENSANDO  NO MATHEUS


O TEU OLHAR MEIGO E NEGRO
ENTRANDO DENTRO DO MEU
ME FAZ LEMBRAR DO TEMPO EM QUE EU ANSIAVA POR TE CONHECER
E IMAGINAVA COMO SERIAM TEUS OLHOS,COMO SERIAM TEUS CABELOS..
HOJE, TE ESCUTO FALANDO... E MAL CREIO QUE É A TUA VOZ
QUE SAI INEXPERIENTE, APRENDENDO UMA PALAVRA HOJE, OUTRA AMANHÃ
OS TEUS CABELOS FININHOS
QUE, MOLHADOS FICAM LISINHOS
E SEQUINHOS, ARREPIADOS EM LINDOS CACHINHOS...
CRESCEM UM POUQUINHO POR DIA
E QUANDO ME ENCOSTAM SÃO UM CARINHO
AS TUAS MÃOZINHAS TÃO RÁPIDAS,
ABRINDO GAVETAS, RASGANDO PAPEL,
TIRANDO TUDO DO LUGAR..
E, QUANDO EM PÉ NO BANQUINHO
MEXENDO NO GUARDA ROUPA, E QUANDO ABRO A PORTA, ME OLHAS ASSIM COMO UM PILANTRINHA PEGO EM FLAGRANTE..
TEUS BRACINHOS QUE ME ENVOLVEM O PESCOCO E ME APERTAM
APERTADO, APERTADO , E VOCÊ DIZENDO: MINHA MAMÃE, MINHA MAMÃE..
AH, MEU DOCE, MEU LINDO
QUE BOM FOI TE GUARDAR NO MEU VENTRE
ATÉ PODER OUVIR TEU PRIMEIRO CHORO..
QUE GRATIFICAÇÃO ALIMENTAR TUA BOCA, EMBALAR O TEU SONO, SENTIR TEU CONTATO..
QUE FELICIDADE É SABER QUE ÉS FELIZ AO MEU LADO,
QUE TE VEREI SER CRIANÇA, SER HOMEM... SER GENTE.

SUA MÃE
24 DE FEVEREIRO DE 1977

SUA IDADE: 2 ANOS E DOIS MESES.

A capa de gordura e o diário de Analice

A capa de gordura e o diário de Analice

A massagista esfregava com força a barriga de Analice e, foi nesse momento que ela teve um insight: “tenho uma capa de gordura, igual a dos presuntos”. Na mercearia, quando alguém pede 200 gramas de presunto, a primeira pergunta é: gordo ou magro? Em alguns lugares a pergunta varia para: com ou sem capa de gordura? Como é de praxe cuidar do colesterol, a maioria responde: magro ou: sem capa de gordura.
Pois é, voltando à massagem, Analice conclui: “sou um presunto com capa de gordura, e não há nada que retrate melhor meu estado, minha aparência física”.
Voltou para casa assustada com a descoberta, pisando duro na esperança de ajudar a derreter a capa. Mas será que ela não vira isso antes? Via e não via. Não via porque não queria ver. Se visse, teria de pensar em uma solução, uma atitude. E atitude é a última coisa que uma pessoa que já deixou a capa de gordura tomar conta de todos os espaços quer tomar.
Via como? No espelho? Pois é, em sua casa só havia espelho no banheiro, e ela estava adiando sempre a compra de um espelho de corpo inteiro. É típico.
Mas via. Nas roupas apertadas, nas vitrines com roupas lindas que não cabiam em seu corpo, na dificuldade de abaixar, levantar etc. E no colesterol: o dobro do normal. Mais triglicérides alterado e a taxa de glicemia subindo a cada exame de laboratório.
Bem, ela estava tratando uma depressão também, que não acabava nunca e o médico mudando a medicação e ela vivendo na gangorra. Melhorava um pouco, piorava, melhorava, piorava.
Não interessam aqui os hipotéticos motivos que levaram à depressão e sim, o que Analice estava fazendo com a própria vida escondida na capa de gordura. Depressão? É um processo químico, todos sabem, todos lêem sobre isso, é a questão da serotonina e outras coisas mais, o cérebro não produz..
 Sabe o que é também? O barranco. É, o barranco que ela encontrou para se encostar, justificando sua afasia pelas decepções, perdas, mortes na  família, culpas...coitada de Analice, que dó!
Filhos, perdas, trabalho, traumas, estresses... Isso acontece. O beco vai se estreitando.
Um dia, Analice  sentiu-se como se já tivesse morrido e fosse um fantasma, uma representação de si mesma,  vagando pela casa em câmara lenta, abrindo e-mails sem ler, deixando a pilha de jornais crescer sem nem mesmo ver as manchetes.  Não ria mais. E ela adorava rir, de qualquer coisa, até de si mesma. Aonde foi parar o som das suas gargalhadas?

Um fantasma com capa de gordura. Nesse dia, do auto diagnóstico, resolveu fazer um inventário de sua vida, desconstruir a mulher ( mulher?) esquisita na qual se transformara. Um diário. Isso, sim, um diário ajuda. Escrever sem medo, sem censura, só para si, para ninguém mais ler. Já!

O diário de Analice

Domingo, 16 de outubro

“Começou hoje o horário de verão e nesse primeiro dia parece que as cenas ficam um pouco mais embaçadas. Acordei às 8h, o que ontem seria às 7. Lembrei a música que Elis gravou: “Ontem de manhã quando acordei, olhei a vida e me espantei, eu tenho mais de  vinte anos... eu tenho mais de mil perguntas sem respostas... estou ligada num futuro blue...”
É, no caso, tenho muito mais de 20 anos. Nunca, nunca pensei que teria essa idade. O estranho é que eu não sei o que é isso. É bom ou ruim?
No meu caso acho que é ruim porque as pessoas da minha  idade costumam já não terem mais mil perguntas sem resposta, que já encontraram um lugar na vida, confortável.. Ou não. Minha referência são as mulheres que encontro no elevador do prédio onde moro. Parecem satisfeitas.
Mas, o caso aqui sou eu. Faltam quarenta minutos para a uma da tarde , é domingo e eu ainda estou de camisola. Meu filho mais novo me ligou convidando para almoçar ( para aumentar a capa de gordura). Normalmente faço os meus famosos almoços de domingo e eles ( a família dele) almoçam aqui: Cristina, a mulher, Adriano de 6 anos e Beatriz, de 12. Depois falo sobre eles. Ou não falo, pois  acho que eles não têm nada a ver com minha capa de gordura. Meu filho mais velho não mora aqui na cidade. Mas hoje, apesar de ser domingo, ninguém vem almoçar aqui em casa. Mesmo assim, na geladeira tem salada de grão de bico com muzzarela, ovos, presunto ( ai, presunto!!), azeite, bem calórica. E arroz de forno, lingüiça acebolada, que sobrou de ontem e um bolo musse de chocolate coberto com chantilly. As louças estão lá na pia, desde ontem. Eu estava sem coragem de lavar. Acontece de vez em quando. É a capa de gordura que pesa.


22 de março

Passei muito tempo sem escrever nada. Cinco meses. E o que eu fiz para melhorar nesses cinco meses... Nada.  Minha situação piorou. Desisti de escrever meu diário, passou o Natal, o Ano Novo, o Carnaval, agora vem a Páscoa. É que essas datas são traiçoeiras, as mesas são fartas e todos dizem: - Come, come, só um pouquinho, de vez em quando não faz mal... E lá vai mais um pedaço de pernil com farofa, alimentando minhas células rechonchudas e famintas, devoradoras de mim, parasitas invisíveis de olhos atentos e bocas abertas.
Todos pensam que estou fazendo dieta, ou penso que pensam, pois também penso: pois o armário da cozinha está cheio de shakes de morango, chocolate e baunilha. Na porta da geladeira, colei o papel com a dieta de 1200 calorias, composta de alimentos que custam uma fortuna. Mas, dentro da geladeira, tem sim, um pote de doce de leite que eu “deixo lá só para as visitas”... posso até comer uma colher daquela dádiva de vez em quando, mas só mesmo de vez em quando.  Sim, fui ao médico, esqueci de dizer, e ele me olhou sem piedade do alto de sua dignidade de homem magro, daqueles que correm cinco quilômetros de manhã, e no café, comem uma fatiazinha de mamão, duas torradas secas com ¼ de copo de leite desnatado e meia maçã. Acho que à tardinha, depois de ver tantos índices de massa corporal acima de 35, horrorizado, corre para a quadra de tênis e recusa qualquer convite para o happy hour com os colegas. Como os magros são esnobes!
Por isso tudo que eu acho minha situação pior que no ano passado. Estou relativamente fazendo a dieta e continuo, digamos, acima do peso. Agora, tenho provas de que a capa de gordura não é culpa minha. Minha fruteira está repleta de maçãs, laranjas e abacaxis, embora eu prefira uma manga bem madura e meio abacate com limão e açúcar.
Continuo com a capa de gordura, mais grossa ainda. Parece que ela está se tornando mais sólida. Mas, algo me deu um alento: li no jornal que uma psicóloga americana ( os americanos são experts, até viciados, em pesquisa desse tipo, embora estejam cada vez mais obesos) que a postura certa pode nos tornar poderosos e capazes de atingir nosso objetivo.  Postura de poder: ficar alguns minutos todos os dias parado, de pernas abertas, com os braços levantados e o corpo todo esticado. Já comecei e não é que me senti melhor? Me senti magra. E passei pelo porteiro com o peito estufado... ele me olhou com mais respeito.


23 de abril

Dizem que há males que vêm para bem. E que é preciso estar atento às oportunidades que a vida nos oferece. E hoje aconteceu algo que, penso, estava reservado para mim, para resolver aquele problema, o da capa de gordura, do presunto gordo.  Não foi nenhum nutricionista ou endócrino, dieta milagrosa que promete secar cinco quilos por semana. Foi o velório da minha prima Ondina. Pode parecer estranho, macabro até, mas foi lá, na despedida dela, em meio às lagrimas e lamentos da família e dos amigos que se deu um processo inexplicável, uma reviravolta em meu cérebro. Explico: Ondina também era portadora de uma suntuosa capa de gordura. Depois da oração pedindo paz para sua alma lá no céu, quatro membros da família, todos  homens fortes se postaram respeitosamente para carregarem o caixão. E foi aí que Ondina, lá do outro plano, deve ter morrido de vergonha. Os homens fortes só conseguiram carregar por uns cinco metros e, suando, esbaforidos, colocaram o caixão no chão. Outros quatro os substituíram por mais alguns metros e assim foi, trocando de mãos em mãos, que conseguiram chegar à sepultura.
Fiquei de longe, olhando constrangida a cena. E decidi, mas decidi mesmo, com toda minha força: Eu não quero e não vou passar por esse constrangimento. Vou morrer magra, sem capa de gordura.
Fui para casa e bani do armário e da geladeira todos os meus inimigos. Estufei o peito, contraí a barriga e me deliciei com duas colheres de arroz integral, meio bife grelhado, meio prato de salada de alface. Ah! E ainda comi sobremesa: meia maçã assada com canela. Sem açúcar. Tudo meio, metade disso, metade daquilo, pratinho de sobremesa, quem sabe assim, me transformo em meia pessoa, já que sinto o  equivalente a outro corpo colado ao meu, que carrego cansativamente aonde quer que eu vá. OH Deus, tira esse corpo de mim que ele não me pertence... quer dizer, não pertencia. Ele foi se formando aos poucos, se apegando a mim e eu, idiota, ao invés de perceber que era um intruso querendo fazer parte de minha vida, fui alimentando sua bocarra exigente até ele tornar-se um adulto, um companheiro incômodo enfiado em minhas roupas cada vez mais largas.

12 de dezembro

Nove meses comendo pela metade, postura ensinada pela pesquisadora americana, caminhada ofegante, recusando convites para aniversários, casamentos, batizados, happy hour, churrasquinho na lage – não, não tenho lage – drenagem linfática, litros de água, chá de ibisco, chia dissolvida na água, suco de abacaxi com gengibre, abobrinha grelhada...... Nove meses: uma gestação. Lentamente fui me desfazendo dos laços com aquela outra pessoa – aquela envolta na capa de gordura – a do presunto, lembram?. Falava com ela todos os dias argumentando que nossa relação deveria ter um fim, pois nem todos os casamentos duram para sempre e estava na hora de cada uma seguir o seu caminho. Não foi fácil, podem crer. Desapegar é uma das virtudes mais complicadas que existem. Mas, parece que ela – a outra pessoa – compreendeu e está indo embora devagar, um tanto ofendida, reconheço, porque não é fácil ser descartado, assim, depois de tanto tempo de companheirismo. Já juntou quase todos os seus pertences e disse que prefere não deixar nenhuma lembrança. Vá em paz, desejo com fervor.

Nove meses e estou pronta para dar à luz não propriamente um grissini, mas um peito de peru.. ligth. Claro que falta um pouco para eu usar aquele vestido tubinho adormecido no meu guarda-roupa, o maiô engana-mamãe e um cinto largo marcando a cintura. Já é alguma coisa, né?., desde que eu continue sempre alerta contra os inimigos, pois eles nos espreitam sempre. E um deles está chegando... chegando... chegando: a ceia de Natal com seu pernil assado, lombo recheado, tortas de nozes, de chocolate, rabanadas... ai, Dê-me forças, Senhor!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Parado Vítor Barronueno

Paradoxo Pensativo

Anônimo


? Antonimo

Platonico



Uma questão debatida atualmente sem CENSURA


E SEM RESPOSTA!


UMA QUESTÃO DE EXTREMA IMPORTÂNCIA ATUALMENTE, DEBATIDA PORÉM MAL

RESOLVIDA ,SÃO OS CIBERCRIMES E CIBERBULLING.

NO NOSSO PAÍS ESTES CRIMES SÃO IMPUNES, SENDO QUE SE FOR VITIMA, NÃO TEM

A QUEM RECORRER E PRESTAR QUEIXA.

PARA UM PAIS QUE QUER ADOTAR NOVAS MEDIDAS JUDICIAIS, ESTA AÍ UMA

QUESTÃO IMPUNE DE INVESTIGAÇÕES MAIS PROFUNDAS.

ISSO É EXTREMAMENTE DANOSO A VITIMA, SEJA NA QUESTÃO DE VALORES MORAIS,

PRIVATIVAS , ENFIM É DIGNA DE PUNIÇÃO ASSIM COMO CRIMES EDIONDOS.

MAS COMO DITO ANTERIORMENTE ,A LEGISLAÇÃO AQUI É EXTREMAMENTE ATRA

SADA E POLITICAS TECNOLOGICAS NÃO SÃO DEBATIDAS NA AMPLITUDE QUE DEVERIAM

SER.

QUALQUER E TODO TIPO DE ASSÉDIO E CRIME CIBERNÉTICO DEVERIA SER APURADO

E DEBATIDO POR AUTORIDADES COMPETENTES, O QUE DE FATO NÃO ACONTECE

ISSO OCORRE DEVIDO AO ANONIMATO DOS CRIMES QUE POR SUA MAIORIA NÃO

PODEM SER DETECTADOS OU SE SÃO, NÃO LEVAM A SÉRIO E NÃO PROCEDEM COM

TAL QUESTÃO.

CIBERCRIME É SIM DANOSO POIS TODA SUA PRIVACIDADE É EXPOSTA AO”SETE

LEOS “, OU SEJA , TODA E QUALQUER AÇÃO, IDÉIA OU ATITUDE SÃO VIGIADAS, SENDO

QUE VOCÊ NÃO PODE EXPOR DE MANEIRA PRIVATIVA O QUE REALMENTE PENSA

OU DEIXA DE PENSAR, NÃO PODE EXPOR COISAS QUE ADVEM DO SEU CARÁTER E

DE SUA EDUCAÇÃO.

ESTE ASSÉDIO É DE EXTREMO DANO MORAL, PSIQUÍCO E FISÍCO

ENTÃO TRATEMOS CIBERCRIMES COMO CRIMES DIGNOS DE PUNIÇÃO, ADEQUEM

A LEGISLAÇÃO E COLOQUEM “LIMITES” NA LEGISLAÇÃO, POIS É INADMISSIVEL UM

PAÍS QUE SE DIZ EMERGENTE SER TÃO ATRASADO COM RELAÇÃO A ATITUDES DIGNAS

DE PUNIÇÕES SEVERAS.

UM OLHAR ELÊTRONICO É PRECISO PARA QUE VIOLAÇÕES COMO ESTAS NÃO

PREJUDIQUEM PESSOAS.


A


Imagem! = Resposta?


O paradoxo que se cria quando se ve a

determinada imagem, seja qual for pessoal

,profissional as vezes não condiz com

o que se pensa sobre alguém.

Isso é um fato muito comum denominado

Pré Jugamento, ou o Pré-conceito, o

qual tem que ser debatido frente a varias

frentes da sociedade.

Porém a imagem é a “alma do negócio”,

ou seja se você não se adequa a certos

padrões está determinado a ser taxado de

uma série de coisas a qual não condizem

a seu respeito.

Sei que existe o conceito “uma imagem

vale mais do que mil palavras”, porém é

de extrema importância analizar também

o “conteúdo”, ou seja o rótulo é muito

superficial e pode mudar conforme muda

o foco.

O politicamente correto pode ser incorreto

depende “da maneira”, ou vice e versa,

O conceito “julgamento” é algo muito forte

, e isso acaba tornando algo inexoravel e

imposto.

Pontos de vistas diversos sobre determinado

aspecto ou situação são a melhor

forma de chegar a um consenso sobre um

ponto de vista.

E este nunca pode ser determinado o

PONTO FINAL, pois assim como tudo é

mútavel a todo instante, pensamentos e julgamentos

são mútaveis a todo o instante.

Então a Resposta para o paradoxo pensativo

é o de resiliencia do pensamento ,

que desenvolve multiplas maneiras de se

enxergar o mundo e as coisas, que estão

em constante processo de progresso, ou

degradação.

A tecnologia tem de progredir de acordo

com o fluxo informativo, demandando

constantes atualizações e renovações.

Pensando desta forma, o mundo gira em

torno das informações,associadas com a

imagem, e seus compartilhamentos,

Dai surgem Aldeias globais de informação.

Para chegar a um “PORQUE’’ pense, repense ,pare e

analize.

Por que existem conceitos exatos?

Porque existem PRÉ -julgamentos ,sendo o que se

acontecendo fatidicamente, pode ser uma forma

Superficial.

Ante pontos de vista, seja por condição financeira,

pelo passadoo, oou até mesmo pelo presemte, o principal

é não tirar conclusões precipitadas.

Vitor Barrionuevo

FATORES EXTERNOS QUE INFLUÊNCIAM QUASE TUDO...



Vivemos em uma época em que os fatores determinados externos influênciam, toda a maneira de ser de uma

atitude interna, ou seja , tomada de decisões, constituições, refletem nas influêcias.Isso advem do avanço técnológico

,que ao mesmo tempo em que “coloca” o mundo em suas mãos, também ditam influências informativas.

São fatores determinados pela globalização e pelo “american way of llfe”, que influencia de maneira direta

todas as formas de sermos, pensarmos e agirmos.

A maneira de pensar , a educação ,já não é questão de um governo interno , mas sim de politicas que detem

informações, ou seja , os paises desenvolvidos exercem total ,digamos que, controle das informações repassadas

aos determinados “subdesenvolvidos”.

Seja qual divergência, somos feitos e programados para comprar e vender, ganhar e perder , o fator competitivo

é extremo, em todas ás facetas de nossa vida.

QUem estimula essa “competição” são econômias externas, como observamos atualmente, refletindo na crise

atual e na recessão, o que agrava a “briga pelo petróleo”, e consequentemente a economia interna.

Por isso fatores externos influenciam quase que a totalidade como se é observado.

A tecnologia é demandada por grande potências mundiais, que as repassam para paises emergentes com alto

custo e taxas abusivas.

E essa tecnologia avança de modo frenético, o que demanda mais informação e consequentemente um poder

persuasivo maior.

Se você não possui acesso a tais meios, fica obsoleto e desinformado.

Meios de comunicação em massa são tendênciosos, e com alto padrão coasivo de formação de opnião.

Para não sofrer “lavagem “ cerebral, o melhor meio de se manter informado é a imparcialidade e o racicinio

com relação a certos padrões impostos.

O “perfeito-mais -que perfeito” só existe em tese e no nosso vocabulário, pois não existe padrões perfeitos .

Quando nos comparamos a outrem, ou a padrões, estamos tirando base com relação a fatores EXTERNOS.

Por isso para que não julguemos e não sejamos julgados , pois cada um possui uma personalidade, não se

deve tirar uma base por fatores externos.

O externo pode fazer toda a diferença no interno , pois opniões erráticas podem sim deferir opniões corretas,

opniões inadequadas podem sim causar opniões adversas, e questionamento pode sim levar a uma mudança

tanto comportamental , quanto sócio-educativa.

Por isso o melhor é ter uma base consistente e não se deixar levar por opniões externas.

Poesias de ítor Barrionuevo

O anseio do desagravo.

Todo anseio não é em vão
Quando se está na solidão
Você se pergunta são?
Qual é a solução?
Para o desapego de uma ilusão.
Que questionamentos não sejam em vão!
Para sair de uma certa" prisão".
Faz parte do padrão.
O anseio de uma questão.

O Poder das palavras
As palavras têm poder
Escritas ou bem dizer
Podem alterar um rumo
Se usadas com certo "prumo"
Um poder imensurável
Construtivo ou não.
São as que constituem uma informação.
Seja da natureza que forem utilizadas.
Compõe certas estradas.
Que determinam rumos e caminhos.
Para chegar a certos pontos de existência.
E fugir de certas eloquências.
Poderosas são as palavras.
Que definem respostas certas ou erradas.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

SOBRE A CAIXINHA DO NADA



A Caixinha do Nada é um livro de contos e crônicas, lançado em março de 2013 pela Editora Coruja.
É somente um modo de olhar para algumas situações, momentos de imaginação sobre o que poderia ter sido ou ainda poderia ser no que se refere à vida e à morte, encontros e desencontros nessa esfera que pensamos conhecer.